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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Parlendas



Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando o vento.



Bichinho gato
que comeste tu?
sopinhas de leite
Guardaste-me delas?
Guardei, guardei
Onde as puseste?
Atrás da arca
Com que as tapaste?
Com o rabo da gata
Sape, sape, sape gato
sape, sape, sape gato.



O que está na varanda?
Uma fita de ganga
O que está na panela?
Uma fita amarela
O que está no poço?
Uma casca de tremoço
O que está no telhado?
Um gato malhado
O que está na chaminé?
Uma caixa de rapé
O que está na rua?
Uma espada nua
O que está atrás da porta
Uma vara torta
O que está no ninho?
Um passarinho
Deixa-o no morno
Dá-lhe pãozinho



Tão-balalão
Soldado ladrão,
Menina bonita
Não tem coração.
Tão-balalão
Senhor capitão,
Espada na cinta
Sineta na mão.
Tão-balalão,
Cabeça de cão,
Orelhas de gato,
Não tem coração,
Tão-balalão,
Cabeça de cão,
Cozida e assada
no meu caldeirão,
Tão-balalão,
Senhor capitão
Orelha de porco
P’ra comer com feijão



Se eu soubesse escrever na água
como sei escrever na areia
escreveira o seu nome
no sangue da minha veia!



Cadê o toucinho que estava aqui?
O rato comeu.
Cadê o rato?
O gato comeu.
Cadê o gato?
Foi para o mato!
Cadê o mato?
O fogo apagou.
Cadê o fogo?
A água secou.
Cadê a água?
O boi bebeu!
Cadê o boi?
Esta moendo o trigo.
Cadê o trigo?
O padre comeu.
Cadê o padre?
Esta rezando a missa.
Cadê a missa?
A missa acabou!




Bão Balalão


Bão-balalão!
Senhor capitão!

Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terras de mouro
Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão;
Eu vi uma velha
Com um prato na mão




O Macaco foi à feira


O macaco foi à feira
Não sabia o que comprar
Comprou uma cadeira
Pra comadre se sentar
A comadre se sentou
A cadeira escorregou
coitada da comadre
foi parar no corredor

 

 
Pedrinha
Pisei na pedrinha,
A pedrinha rolou
Pisquei pro mocinho,
Mocinho gostou
Contei pra mamãe
Mamãe nem ligou
Contei pro papai,
Chinelo cantou.




Hoje é domingo


Hoje é domingo,
pé de cachimbo.
O cachimbo é de ouro,

bate no touro.
O touro é valente,

bate na gente.
A gente é fraco,

cai no buraco.
O buraco é fundo,

acabou-se o mundo.